segunda-feira, janeiro 28, 2008

Emoções

"Como é difícil encontrarmos o nome certo para emoções que sentimos por pessoas... emoções que emergem dentro de nós, de uma forma tão fogosa, tão ardente... emoções tão fortes que nos deixam quase que inconscientes. Que nos levam a fantasiar, a divagar, a desejar tanto estar com essa pessoa, e partilhar com ela tudo o que é de bom, tudo o que é de maravilhoso... e este sentimento ecstasiante que alguém, um dia resolveu dar-lhe o nome de "amor"... outros dão-lhe o nome de "paixão"... Já todos pensamos nisso. E a verdade é que existe uma distinção. Mas a verdadeira distinção não está no nome,nem na palavra. Está na maneira como sentimos. Na intensidade. No como sentimos a emoção. No como vivemos a emoção. No como fantasiamos a emoção.

Não é preciso estares perto para eu sentir a tua presença. A presença física é importante, e eu sinto a falta do teu olhar, da tua boca, das tuas mãos, do calor do teu corpo. Mas um corpo, é apenas um corpo que satisfaz as nossas necessidades mais primitivas, mais selvagens, é com o corpo que deixamos escapar os nossos desejos e as nossas fantasias e formas de amar. Quando nos tocamos, quando nos beijamos, quando fazemos amor, sabemos que estamos ali... disponíveis um para o outro e nada mais importa... eu dou e tu dás, e é esta a nossa maneira de libertar estas tais emoções que sentimos dentro de nós... que não sabemos nem como, nem quando surgem... por isso, não vamos dar-lhe nenhum nome. Vamos apenas vivê-las e saboreá-las no prazer, na estutícia e na loucura!

Um corpo... é apenas um corpo... uma descarga de energias sexuais, libidinosas... somos uns fracos, descontrolados? Ou diria, apaixonados??
Não preciso dizer o que sinto por ti... não preciso que me digas o que sentes por mim... Basta saberes que mesmo estando longe, sinto o mesmo respeito, o mesmo carinho, a mesma vontade de partilhar momentos, de fazer momentos...

Muitas vezes nas nossas vidas, enganamo-nos em relação aos nossos sentimentos, mas chega uma altura, em que paramos para pensar, e atingimos uma maturidade emocional e caímos em nós.
Pensar demais leva à loucura! Ficamos efémeros de tanto pensar, em questões tão complexas... sentimos? Não podemos explicar! São... simplesmente... são... uma incógnita da vida! Sim, os ignorantes são os mais felizes, são aqueles que se deixam levar pelas emoções, são os eternos loucos, os que vivem verdadeiramente o sentimento sem sequer reflecti-lo, sem sequer questioná-lo, e não perdem o seu tempo com "porquês", nem com "comos". Para quê? Existirá alguma resposta? Certamente existirá... mas onde está ela?

Sentimentos exacerbados, pensamentos erróneos, que nos deixam confusos... mas porquê... porquê que nos obrigamos e nos torturamos tanto a pensá-los, a tentar compreendê-los e a viver na angústia de nunca, mas nunca chegar a uma conclusão.

Quantas... mas quantas vezes em nossas vidas nos questionamos no porquê das coisas, no porquê que sentimos as coisas, porquê que as coisas nos deixam tristes, nos deixam alegres, nos dazem chorar, nos fazem sorrir...

Quantas... mas quantas vezes sentimos aquele aperto no coração, aquela dor incessante, atordoante, mas que ao mesmo tempo não queremos que finde, porque é dor que nos faz sentir vivos... é dor de aamar... é dor de sofrer... é sintoma de doença que nos faz pensar se valerá a pena viver para amar, ou amar para viver..."